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A mostrar mensagens de maio, 2026

Quando falamos de infância: escuta e endereçamento em Planeta Pelúcia

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Entre o tecido macio da fantasia e a engrenagem áspera do mundo adulto, Planeta Pelúcia constrói uma travessia que parece oscilar entre dois endereçamentos: a infância que deseja e o adulto que recorda. Há, na dramaturgia de Bruno Canabarro e na direção de Rodolfo Amorim, um esforço visível de dialogar com ambos. Assistida ao lado de uma criança, a experiência evidencia um descompasso sutil, porém significativo: enquanto o espetáculo convida o público adulto a revisitar suas próprias perdas, com esse desejo recorrente de “manter viva a criança interior”, a criança espectadora nem sempre encontra mediações suficientes para elaborar os códigos propostos em cena. A trajetória de Pati, menina que anseia crescer para ser vista e ouvida, toca em um impulso reconhecível: o desejo de atravessar fronteiras interditadas. No entanto, esse desejo surge já atravessado por uma lógica adulta de reconhecimento e pertencimento, como se a infância ali encenada estivesse previamente informada pelas estr...